Cinema da Estação das Docas que oferece ao público um circuito de filmes alternativos
Mensalmente um novo filme em cartaz programação completaApresentações de folclore, teatro, música e dança na orla do Aramzém 3
Toda sexta-feira, às 18h programação completaTeatro popular com apresentação de peças teatrais infantis voltados às lendas amazônicas Aos domingos, sempre às 17h30, no Anfiteatro do Forte São Pedro Nolasco
Aos domingos, sempre às 17h30 programação completaApresentação de músicos que cantam e tocam suspensos no ar sobre uma estrutura metálica
Diariamente programação completaApresentação de músicos que cantam e tocam suspensos no ar sobre uma estrutura metálica
Diariamente programação completaDa tradicional a contemporânea. A música produzida no Pará é a grande estrela deste projeto, que tem o palco montado na orla dos Armazéns 1 e 2, proporcionando ao visitante a possibilidade de ouvir boa música à beira do rio.
programação completaMúsica, teatro e cinema compõem o projeto “Estação da Criança”
neste domingo, 9, a partir das 15h30 programação completaInaugurada em 2000, junto com o complexo turístico, a exposição permanente conta, através de peças, a história da navegação no Pará.
Diariamente, das 10h às 22h programação completa
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Nean Gallucio - 12h30
Débora Vasconcelos - 13h
Débora Vasconcelos - 13h
Trupe de Bubuia “Palhaço, não quebra castanha no dente. - 17h30
Lídia Ronecy - 17h30
Beto Meireles - 20h
Ronys do Vale - 20h
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A partir desta terça-feira, 22 de maio, Belém será a sede do evento “Revisitando Mário de Andrade e Villa-Lobos”, uma realização do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Cultura – Secult, e Instituto de Artes do Pará – IAP.
A programação celebra os 85 anos da visita de Mário de Andrade a Belém e os 125 anos de nascimento de Heitor Villa-Lobos, e acontece até o dia 17 de junho, com exposição, ciclo de palestras e cinema.
O movimento modernista, ocorrido nos anos 20 do século passado, é uma das maiores revoluções ocorridas nas artes brasileiras. O secretário de Cultura, Paulo Chaves Fernandes, destaca que o maior pensador do Pará, Benedito Nunes, no início, se opunha ao chamado movimento moderno, e logo em seguida foi conquistado pelas forças das ideias de Mário e Oswald de Andrade. “A antropofagia, como princípio norteador na expectativa de seus realizadores – de deglutir literalmente os grandes movimentos artísticos, particularmente da Europa, se configurou depois numa vertente expressiva brasileira, e trouxe em seu bojo, nomes fundamentais para nossa cultura, com Oswald e Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret, Lasar Segall, Anita Malfati, Carlos Drummond de Andrade, Heitor Villa-Lobos e tantos outros artistas nas mais diversas formas de expressão”.
Mais tarde, nos anos 60, como extensão e consequência do que aconteceu quarenta anos antes, o Tropicalismo inseriu outras formas de expressão na música, cinema e teatro, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Joaquim Pedro de Andrade, Glauber Rocha e José Celso Martinez Corrêa, com seu inesquecível “Rei da Vela’, com texto originalmente escrito por Oswald de Andrade. No Pará, o poeta Ruy Barata defendeu a tese de que uma das grandes expressões musicais do Modernismo era o compositor Waldemar Henrique.
Tito Barata, gerente de Artes Literárias do IAP, ressalta a dimensão deste evento para a cidade: “Neste momento de reafirmação da brasilidade paraense, mostrar Mário de Andrade e Villa-Lobos, em toda a sua essência, é celebrar o talento brasileiro. A vida e obra de Mário e Villa, dois grandes gênios do século XX, irá encantar plateias que vão dos oito aos oitenta. Revisitar Mário e Villa é revisitar o Brasil, é revisitar o Pará, é revisitar Belém”.
O evento celebra também os 90 anos da Semana de Arte Moderna e os 85 anos da honrosa visita a Belém de Mário de Andrade. Hospedado no Grande Hotel, ele se encantou com as peculiaridades da capital paraense, expressa em O turista aprendiz: “Belém foi feita pra mim e caibo nela que nem a mão feita para luva”.
Para Paulo Nunes, doutor em Letras, Belém está sendo folclorizada na mídia nacional, graças à gula da indústria cultural da música, e tem sido, salvo engano, menosprezada pela inteligência brasileira, naquilo que ela tem de mais vigoroso. “Múltipla, dinâmica, contraditória, assim é a antiga cidade do Pará, que forma e é formada nos subtextos da tensão entre local e o global. Cidade que, para além de porta de ocupação da Amazônia pelo colonizador português no século XVII, cresceu de costas para o rio e com certo menosprezo a parte significativa de sua(s) tradição(ões) luso-indígena(s) e africana(s), que resistem nos interstícios de gestos e ações líquido-simbólicas, bem ao sotaque amazônico. Graças à ação macramê de três de seus mais emblemáticos nomes – Bopp, Bandeira e Mário – Belém foi entronizada como uma das capitais simbólicas do Modernismo brasileiro”, destaca o professor.
Confira a programação
ABERTURA OFICIAL:
22/05 - Abertura oficial com a presença dos representantes da SECULT /IAP
Apresentação do Coro Cênico da Unama com performance lítero musical a partir de trechos da carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira e composições de Villa Lobos.
Local : Teatro Maria Silvia Nunes - Estação das Docas
Hora: 17h
CICLO DE PALESTRAS
22 a 24 /05
Local: Teatro Maria Sylvia Nunes – Estação das Docas
Horário: 18h às 20h30
22/05 - 18h – Dr. Aldrin Figueiredo (UFPA) “O Encontro de Mário de Andrade com o rei da Turquia”
19h – Marcos Augusto Gonçalves (jornalista da Folha de São Paulo) “1922 o ano que não terminou”
20h – Sessão de Autógrafos do livro de Marcos Augusto Gonçalves, “1922 o ano que não terminou”
23/05 - 18h – Dr. Paulo Nunes (UNAMA) “A Amazônia em Oswald de Andrade, apontamentos para um Modernismo em construção”
19h – Dra. Tatiana Longo Figueiredo (IEB – USP) “O Turista aprendiz de Mário de Andrade: manuscritos e modernidade”
24/05 - 18h – Ms. Vasti Araújo (UEPA) “Mário de Andrade e Abguar Bastos: desencontros e encontros”
19h – Luiz Adriano Daminello (cineasta) “Com Mário de Andrade o Modernismo viaja até a Amazônia”
EXPOSIÇÕES:
Período: 22/02 a 20/06
Horário de visitação: 12h às 21h
MÁRIO DE ANDRADE E A AMAZÔNIA: “O importante não é ficar, é viver. Eu vivo”.
Local: Boulevard da Gastronomia – Armazém 2 – Estação das Docas
Realização: IAP
Curadoria: Célia Jacob e Paulo Nunes
Projeto Gráfico: José Fernandes
A MODA COMO FORMA DE EXPRESSÃO DA ARTE MODERNA
Período: 28/05 a 15 /06
Local: Varanda do IAP
Realização: UNAMA /Curso de Bacharelado em Moda
Coordenação: Edila Porto
Curadoria: Lucinha Lobato e Yorrana Maia
Textos: Roseana Rodrigues
VIVA VILLA! PELO BRASIL
Período: 25/05 a 20/06
Local: Boulevard das Feiras – Armazém 3 – Estação das Docas
Realização: Clan Design /Secult
Curadoria: Fabiano Canosa
MOSTRA DE FILMES MODERNISMO NO BRASIL
Mostra Villa-Lobos e Mário de Andrade
Período: 28 a 31 /05
Local: Cine Estação/Teatro Maria Sylvia Nunes – Estação das Docas
Exibições em DVD
Entrada franca
Dia 28/05
18h: Bachianas Brasileiras: Meu Nome É Villa-Lobos
1979, de José Montes- Baquer. 12 anos. Com Rildo Gonçalves, Sérgio Mamberti e Monique Lafond. Gênero:Drama biográfico. 120m.Cor
20h30: Eternamente Pagu
1988, de Norma Bengell. 110m. 14 anos. Gênero: Biografia. Com Carla Camurati, Nídia de Paula e Antônio Fagundes. Cor.
Dia 29/05
18h: Macunaíma
1869. De Joaquim Pedro de Andrade. 14 anos. 1h48m. Gênero: Comédia. Com Grande Otelo, Paulo José e Dina Sfat. Cor.
20h30: Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão
2000. De Zelito Viana. Gênero: Drama histórico. Com Marcos Palmeira. Antonio Fagundes e Leticia Spiller. 14 anos. 2h.Cor.
Dia 30/05
18h: O Descobrimento do Brasil
1937. De Humberto Mauro. Classificação: Livre. 90m. Drama histórico. Preto e Branco. Com Álvaro Costa (Pedro Álvares Cabral) e Manoel Rocha (Pero Vaz de Caminha)
20h30: O Mandarim
1995. De Julio Bressane. Com Fernando Eiras, Giulia Gam, Gilberto Gil, Gal Costa, Edu Lobo, Raphael Rabello, Chico Buarque e Caetano Veloso. 12 anos. 90m. Gênero; Biográfico. Cor.
Dia 31/05
18h: Lição de Amor
1975. De Eduardo Escorel. Com Lilian Lemmertz e Rogério Fróes. 85m. 14 anos. Drama romântico. Cor.
20h30: Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade
1869. De Joaquim Pedro de Andrade. 14 anos. 1h48m. Gênero: Comédia. Com Grande Otelo, Paulo José e Dina Sfat. Cor.
CONCERTO EM HOMENAGEM A VILLA-LOBOS
17/06 – Orquestra Jovem Vale Música e o pianista Paulo José Campos de Melo
Local: Teatro Maria Sylvia Nunes
Horário: 19h
PROMOÇÃO: IAP /SECULT / SECRETARIA ESPECIAL DE PROMOÇÃO SOCIAL/GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ
Texto: Augusto Pacheco
Imagem: Divulgação