MEMORIAL DO PORTO
O Memorial do Porto é uma exposição permanente de objetos náuticos, documentos históricos e instrumentos encontrados nos galpões das Docas e ruínas arqueológicas do Forte de São Pedro Nolasco.
A Mostra é estruturada em dois eixos. O primeiro apresenta a história do porto como parte integrante do desenvolvimento econômico do Pará e engloba os armazéns 1 e 2. No Armazém 1, em seis painéis, está exposta a evolução do porto, do século XVII ao século XX. No Armazém 2, em onze painéis, estão as iconografias da cidade, desde 1780 até ao funcionamento da escadinha do cais do porto, no século XX . O segundo eixo expositivo, Gabinete de Curiosidades do Porto, reúne objetos diversos que atravessaram a memória do porto. Segue a forma dos Gabinetes de Curiosidades ou Câmaras de Maravilhas, do século XVI, que eram constituídos por uma coleção complexa e espontânea de objetos raros, realizada por colecionadores.
ARQUEOLOGIA URBANA
A mostra é o resultado da pesquisa de arqueologia urbana desenvolvida na área do Cais do Porto de Belém, correspondente a atual Estação das Docas. Os resultados obtidos também foram ordenados em dois eixos. O primeiro, A Exposição das Evidências Arquitetônicas, uma espécie de janela arqueológica - é composto pelos elementos remanescentes dos alicerces e piso do Forte de São Pedro Nolasco, bem como do antigo paredão do Cais de Belém, localizados ao ar livre, atrás do atual Anfiteatro São Pedro Nolasco do Forte de São Pedro Nolasco. A proposta adotada atende às recomendações internacionais de restauração e preservação do patrimônio arqueológico histórico. O segundo eixo expositivo - Arqueologia, Memória e Restauro - reúne objetos resultantes da escavação do sítio arqueológico urbano, sendo os mesmos, representativos da cultural material, entre os séculos XVII e XX.
Três antigos armazéns de ferro fornecidos pela firma francesa Schneider e Cº, de Creusot, no início século passado e um galpão foram transformados em um grande centro de arte, cultura, preservação histórica, gastronomia, lazer, turismo e negócios no porto de Belém do Pará.
A Estação das Docas, inaugurada em 13 de maio de 2000, foi projetada para incrementar o turismo no Estado e movimentar a economia da capital. Mas a grande beleza do conjunto arquitetônico e da natureza que lhe serve de cenário, fez com que ela também se tornasse um novo espaço de lazer urbano, de encontro informal de empresários, palco de grandes negócios e espetáculos artísticos ou da simples e agradável espera pelo pôr-do-sol.
Durante a obra, realizada pelo Governo do Estado do Pará, foram descobertos vestígios arqueológicos no local do galpão Mosqueiro/Soure. Eram do pequeno Forte de São Pedro Nolasco - construção militar de 1665, localizada na Baía do Guajará, completamente arruinado após a Guerra da Cabanagem, em 1835. Depois de minuciosos trabalhos de resgate arqueológicos no local, foram erguidos um Anfiteatro São Pedro Nolasco e um mirante a céu aberto e deixada uma janela arqueológica, marcando a presença do Forte que originou a construção do cais de Belém e de várias fases posteriores, representadas em uma das exposições permanentes da Estação das Docas.
Esse antigo galpão também cedeu lugar a um moderno terminal fluvial com ancoradouro flutuante, o Amazon River, capaz de aportar até 4 embarcações de 70 pés. Diariamente são realizados diversos passeios fluviais pela orla e ilhas de Belém, partindo do Amazon River.
A Estação, como também é conhecida, possui 500 metros de orla fluvial, urbanizada e dividida entre os armazéns e o antigo galpão Mosqueiro-Soure, numa área de 32 mil m². No Armazém 1, Boulevard das Artes, funcionam os memoriais que guardam a história do porto de Belém e do Forte de São Pedro Nolasco; uma galeria de arte; uma mini-fábrica de cervejas; barracas de artesanato; quiosques de comidas regionais e café; bares e lojas de serviços. No Armazém 2, Boulevard da Gastronomia, ficam seis dos melhores restaurantes da Cidade e uma sorveteria especializada em sorvetes de frutas regionais. No Armazém 3, Boulevard das Feiras e Exposições, há um hall para grandes eventos e o Teatro Maria Sylvia Nunes, que hoje também é um cinema com sofisticados equipamentos de projeção.
Desvendando o passado, descortinando a vista para a Baia do Guajará, incrementando a produção artística, ou criando novos espaços culturais, como os palcos móveis construídos nas antigas esteiras de transporte e empilhamento de cargas, a Estação das Docas encanta por unir cultura, natureza, história e tecnologia avançada com alta precisão.
OBJETOS NÁUTICOS
VITRINE 1
PISO:
Bússola Magnética:
agulha imantada que, suspensa pelo centro de gravidade, aponta na direção dos pólos magnéticos da Terra, para indicar o rumo e a direção. Esta bússola estava integrada a uma bitácula - coluna de madeira que tem na parte superior um receptáculo que sustenta e protege a bússola - coberta por uma campânula de latão. |
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| PISO: |
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Telégrafo de Manobra:
aparelho ou dispositivo mecânico ou elétrico, destinado a transmitir ordens de manobra da estação de comando à casa de máquinas e ao compartimento do leme. |
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VITRINE 2
Companhia Docas do Pará - CDP: objetos e documentos que atravessaram sua história.
Instrumento de Pública Forma: certidão lavrada no Cartório Chermont, aquando da apresentação do livro que continha a ata da cerimônia de inauguração do trecho das obras do Porto de Belém (Belém, 03/10/1909).
VITRINE 3
Companhia Docas do Pará - CDP: objetos encontrados em seus galpões
VITRINE 4
PAREDE |
Sextante:
é um instrumento náutico que determina o ângulo entre o horizonte e um corpo celestial, como o sol, a lua, ou uma estrela, afim de determinar a latitude e a longitude. |
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Anemômetro:
é um instrumento destinado a medir a velocidade ou intensidade do vento e, em alguns casos, também a sua direção.
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Barógrafo:
é um instrumento utilizado para registrar continuamente, em um papel, a pressão atmosférica. |
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Termógrafo :
instrumento que mede a temperatura e registra a medição em papel |
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| PISO: |
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Agulha Magnética:
é um instrumento imantado que se orienta na direção das linhas do campo magnético terrestre. |
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Teodolito:
instrumento óptico destinado a medir com precisão ângulos horizontais e ângulos verticais. |
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VITRINE 5
Serviço de Navegação da Amazônia e Administração do Porto do Pará - SNAPP:
objetos que atravessaram sua história.
"Medalha comemorativa ao centenário da abertura dos portos às nações amigas em 1808": fim do monopólio comercial de Portugal com o Brasil. Em 28 de janeiro de 1808, o Rei D. João VI assinou uma Carta Régia abrindo os portos brasileiros, estabelecendo assim uma correspondência comercial direta do Brasil com as nações estrangeiras.
FORA DE VITRINE:
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| Marégrafo: é um instrumento destinado a medir e registrar, continuamente, a altura da maré. |
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| Figura: idéia para uma "Máquina de Mergulho" - 1803. |
Escafandro:
no início do século XVIII, na França, começam a ser realizadas experiências sobre um sistema de mergulho autônomo que daria ao homem segurança para mergulhar a grandes profundidades. Este desenvolvimento atingiu seu auge em 1819, quando o alemão August Siebe transformou o antigo sino de mergulho em um simples capacete de cobre que era abastecido de ar por uma bomba localizada na superfície. Este equipamento, precursor de todos os escafandros, foi utilizado por mais de um século. |