Um Caminho para a Luz
da Cultura
Espaço da Estação
das Docas celebra a luz das manifestações populares
As manifestações culturais sempre
precisam de um iluminado caminho que as leve para junto do
grande público. Em Belém, é na orla da
Estação das Docas que a força solar da
arte regional encontra a trilha que a aproxima dos aplausos.
Quem caminha pela beira-rio do complexo turístico não
admira apenas a beleza dos dias que nascem e renascem, sente
também nascer e renascer encantos como a sonoridade
do carimbó de pau e corda, as cores dos cordões
de pássaro, o brilho das apresentações
de bois bumbas. Toda essa magia é a atração
do Caminho do Sol, espaço que permite aos visitantes
uma privilegiada visão da Baia do Guajará e
ainda a possibilidade de assistir os espetáculos do
projeto Por do Som.
Hoje totalmente revitalizado, o local ainda
guarda de forma poética a luz da História. Por
volta do século XIX, o Cais do Porto de Belém
funcionava como importante entreposto para importação
e exportação de mercadorias. Com a construção
do complexo da Estação das Docas, o ambiente
foi inteiramente readaptado e recebeu bancos em concreto e
chapa de ferro, lixeiras e guarda-copos. A livre circulação
de pedestres ficou, assim, ainda mais confortável.
Os guindastes de fabricação francesa, que nos
tempos de funcionamento do porto serviam para embarque e desembarque
de produtos de maior volume, receberam iluminação
com efeito cênico, detalhe que presenteia o lugar com
um toque de charme e sofisticação.
A luz dos elogios do público que freqüenta
o Caminho Sol chega a ser contagiante. “Adoro ver o
rio. É algo que me deixa leve, tranqüila”,
revela Giane Barbosa, 23 anos, vendedora. “Acho fantástico
poder prestigiar apresentações culturais tendo
o cenário fluvial como pano de fundo”, testemunha
Fábio Abreu, 18 anos, estudante. Os depoimentos dos
artistas que já fizeram shows no Caminho do Sol também
salientam a importância do espaço. “A chance
de nos apresentarmos na orla da Estação das
Docas foi muito importante para nós, pois permitiu
que nos reaproximássemos do público da capital”,
explica Arlem Jesus, 19 anos, um dos dançarinos do
tradicional grupo Raízes da Terra, de Salvaterra.
Só uma trilha leva uma cidade à
claridade do respeito às suas raízes artísticas:
a trilha do apoio à Cultura. Em Belém esse trajeto
está ao alcance de toda a população e
atende pelo belo nome de Caminho do Sol.
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